Um velho sonho

 



UM VELHO SONHO

Um grande sonho tem a dimensão que nele colocamos, o sentido pressente quando um ardente desejo morre lentamente, quando o outro nada mais tem a dizer,  as lembranças lindas permanecem vivas por dentro, algumas palavras antes cheias de esperança agora são tristes, findando sem forças dentro da mente. 

A alma ainda sem sentido percorre os céus e por fim ao descer à terra, um vazio, à realidade vai querendo  agregar outros sonhos, recriar uma outra vida mais desejada que a própria sábia natureza que já não responde... e  a mesma vida sem eco, perde a sua fé,  esvai-se... a poesia nada significa e mais nada responde, e sem empolgação sequer grita. 

Os desejos loucos e secretos, às paredes não se confessariam... Feito versos mortos inúteis , sem mais nenhum brilho, esboço sequer de alegria... E a vida não perdoa, urge, outros sonhos chegam sem que você perceba, de repente você está de volta, à luta, com sua alma em festa, sem nada mais achar esquisito. As coisas ao seu redor voltam a ter a cor intensa que você ama e julgava perdida, vez por outra o velho sonho sopra os seus ouvidos leve feito uma brisa... você sente que dele não mais precisa, sim, você está mais do que nunca, viva.


Liduina do Nascimento




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